Exma. Sra. Presidente do Conselho Diretivo,
Venho, por este meio, apresentar formalmente a minha reclamação relativamente ao serviço prestado no dia 23/09/2026, por volta das 17h00, no centro de colheita da Adasca, em Aveiro.
Na qualidade de dador(122413), desloquei-me às referidas instalações com o único propósito de exercer um ato de solidariedade e cidadania. Contudo, deparei-me com um tempo de espera inadmissível para a triagem/consulta médica, que se prolongou por cerca de 1 hora de espera. De referir, que durante esse período, a médica escalada, não deve ter chamado mais que 5 pessoas.
Os enfermeiros, com as cadeiras vazias aguardar pelos dadores e as pessoas todas aguardar pela médica. Sou dador à muitos anos e nunca assisti a algo semelhante.
Mais grave do que o meu transtorno pessoal, testemunhei com profunda preocupação que outros dadores, devido à extrema demora no atendimento médico, acabaram por desistir e abandonar o local sem conseguir efetuar a respetiva dádiva.
Numa altura em que as reservas de sangue são criticamente necessárias e existem constantes apelos públicos à dádiva, considero incompreensível que a falta de otimização dos recursos humanos e logísticos afaste cidadãos voluntários e motivados a ajudar. A escassez de médicos para a triagem compromete gravemente o propósito desta instituição.
Face ao exposto, solicito que sejam tomadas as devidas providências para rever o planeamento e reforçar/alterar/substituir as equipas médicas, para garantir que esta situação, não se volta a repetir.
Fico a aguardar uma resposta analítica sobre as medidas que serão implementadas para corrigir esta situação.
Com os meus melhores cumprimentos,
Diamantino Miguel Carvalho
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Lamento, mas, como presidente da Direcção da ADASCA subscrevo o que o referido dador descreve, porque reflecte a verdade. Em quase todas brigadas registamos desistência de dadores como aconteceu no dia 17 no CUFC e ontem para não reportar as anteriores,
Rasgam os questionários, outros deixam os cartões de dador na mesa e seguem a sua vida, declarando que não regressam mais. Má imagem para as entidades envolvidas: IPST e ADASCA como organizadora. Contudo, os apelos continuam para as pessoas comparecerem para serem solidárias.
Ao dador em questão, as minhas sinceras desculpas, embora pouco ou nada resolvam.
Cordialmente
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA