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Prática Administrativa desonesta

Exma. Srª. Directora do CST de Coimbra

No seguimento do telefonema que efectuei ontem no decorrer da sessão de colheitas de sangue, em simultâneo com o acto de tomada de posse dos órgãos sociais da ADASCA, eleitos no passado dia 30 de Julho, e que reportei aos meus colegas presentes no evento, venho dar conta ainda do seguinte:

- É do seu conhecimento que esta associação ao longo de quase 16 anos de existência tudo tem feito para aumentar a presença de dadores nos seus locais de colheitas, recorrendo a todos os meios ao seu alcance, para que a divulgação seja o mais abrangente possível, não deixando porém de fazer consideráveis investimentos anuais na área da publicidade, quer seja em jornais, como ainda através de Spots em algumas rádios regionais, enviando ainda milhares de emails.

O que nós temos constado (nomeadamente eu, uma vez que, sou o mais presente nas sessões colheitas), é que determinados funcionários administrativos sugestionam os dadores no acto da inscrição, para no futuro comparecerem nas brigadas que se realizam nas áreas das suas residências como ontem aconteceu descaradamente, o que me deixou profundamente indignado.

Mediante esta reiterada prática administrativa, o dador é levado a tomar uma opção: ou demonstra a sua vontade em comparecer nas futuras brigadas no Posto Fixo da ADASCA, ou, é inserido noutro código de brigadas da sua área de residência como acima fiz referência, onde a ADASCA não se desloca. O mais surreal é que, nem sequer é o dador a sugerir a alteração, mas, sim o administrativo propõe.

Como o dador desconhece o que está por detrás desta sugestão (interesse), numa atitude de “querer ser simpático” acaba por aceitar a proposta/sugestão. Há alguns anos a esta parte, a ADASCA tem vindo a contribuir para aumentar a presença de dadores noutras brigadas em Concelhos limítrofes de Aveiro.

Esta prática administrativa revela uma notória falta de consideração por esta associação, como ainda uma falta de respeito pelo nosso trabalho, o que na qualidade de Presidente da Direcção não posso aceitar.

Mais: estamos perante uma prática administrativa desonesta, senão mesmo fraudulenta. Certamente, quem assim procede recebe ordens expressas dos seus superiores, o que se torna ainda mais grave. Os dirigentes das outras associações façam como nós: Trabalhem.

Face ao exposto, e sabendo que os meus colegas que formam os Órgãos Sociais não concordam com tal procedimento, esta exposição (email) é encaminhada para cada um deles. Uma vez que a Dra. Cristina Caeiro é a actual Directora do CST de Coimbra, e assiste-lhe poderes de decisão tanto para esta matéria como para outras, peço-lhe encarecidamente que determine a parar com tal prática. Se o dador solicitar a alteração, tudo bem, pela sugestão NÃO, não permita isso.
Respeite o nosso trabalho, nós respeitamo-la a si.

Aceite os meus cordiais cumprimentos
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA

NB: Tomo a liberdade de indicar o e-mail aos meus colegas, para caso eles desejarem, manifestar a sua opinião o façam para dircstc@ipst.min-saude.pt.

Vou ponderar a eventual publicação destas exposição no Boletim InfoADASCA em Outubro. Os dadores devem ser informados sobre o que se passa. Em que altura os dadores perdem a soberania?