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Boletim InfoADASCA, Edição Nº. 21, Maio 2022

Apesar das sérias dificuldades financeiras que a ADASCA tem vindo a viver, desde o início do ano em curso, continuamos com mesma teimosia de sempre, em manter a edição do Boletim InfoADASCA como um meio, para levar ao conhecimento dos dadores de sangue que se dirigem ao Posto Fixo afim de ali fazerem a sua dádiva, e, às pessoas amigas, não só as actividades que têm sido desenvolvidas, artigos sobre diversos temas, e, claro, colocando a todos a par das sérias dificuldades vividas nestes últimos meses.

Meio ano sem apoios financeiros da parte de quem nos devia apoiar: o IPST. Construi-se uma imagem sobre os dadores de sangue, com a ajuda das associações que se arrogam seus legitimas representantes, em que tudo deve ser gratuito e nessa condição deve continuar. Este assunto é discutível. Para outros (muitos) não pode ser assunto.

O trabalho que é desenvolvido junto da comunidade, onde cada associação se movimenta, tem sido minimizado, aliás, nem sequer interessa ser apreciado, debatido pelos responsáveis do IPST menos ainda pelo Ministério da Saúde, o que contribui para poupar centenas de milhares de euros não só em despesas em relação às tarefas a executar, como ainda na envolvência de recursos humanos.

Tudo voluntário, que maravilha. Somos País exemplar no modo como se “escraviza” em nome de uma causa dita de interesse público, mas, que factura milhões todos os anos.

Vamos reflectir sobre este assunto no próximo editorial do InfoADASCA. Incomoda? Claro que incomoda. Com os resultados alcançados por cada sessão de colheitas de sangue realizada, as associações em nada beneficiam - quanto muito, vivesse o sentimento do dever cumprido. Que espécie de dever? Só trabalho, chatices, desgostos, dores de cabeça e por vezes, sente-se a presença do IPST a mais na administração das associações.

Escrevo no plural, não porque seja porta-voz das outras, longe de tal pretensão, apenas por facilidade na composição do artigo. A desunião que se vive nesta área é doentia, facciosa, muitas das vezes agressiva na forma e no conteúdo. A desunião é alimentada por interesses há muito instalados, não permitindo grandes alterações. Para os tais que dela se alimentam, está bem assim, e, assim é para continuar. Há quem dê tudo e faça de tudo, para aparecer num jornal, ou numa televisão. Com os tais todo o cuidado é pouco. Será que pagam as contas com esse interesse? Seres sem convicções sólidas, podendo ceder os princípios mais básicos ao diabo.

Que maravilha de País… estás a fundar e ninguém se apercebe que há muito pedes socorro. Os dadores são solidários, não estúpidos, por muito ingénuos que a sua aparência demonstre.

Leiam com devida atenção o que vem neste Boletim, com destaque para o editorial: É DESMOTIVANTE, É REVOLTANTE, REPITO, É VERGONHOSO.

Joaquim Carlos

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